sábado, 19 de novembro de 2011

Louvor e Adoração




Louvor e adoração são duas coisas distintas, e objeto de uma confusão tremenda no meio evangélico. Como sempre coloco, há uma ignorância muito grande acerca de Deus na Igreja. Os participantes de nossas igrejas (inclusive muitos Obreiros e cooperadores) têm pouco conhecimento acerca do Deus a quem dizem servir (não que eu tenha muito). Daí porque há um grande número de Obreiros consagrados que acabam por abandonar a Obra ou a Casa do Senhor.
       O Louvor foi elevado a condição de MINISTÉRIO, juntamente com a Adoração. O(a) amado(a) leitor(a) já ouviu falar do Ministério de Louvor e Adoração? É tratado como se fosse uma coisa autônoma e independente dentro da Igreja. Isto não corresponde, a meu ver, à melhor interpretação das Sagradas Escrituras.
       Comecemos pelo CONCEITO de louvor. O que é LOUVOR? Normalmente o louvor é associado a cânticos, músicas, melodias. Assim, é comum que os "Ministros de Louvor" sejam os músicos, os cantores, os instrumentistas. Estes, normalmente, acreditam que o louvor (isto é, a parte musical) é a parte mais importante do culto, e reclamam do pouco tempo e importância que a ele se dá. Mais: acreditam que o louvor seria o mais importante pilar de uma igreja.
       O louvor, o sacrifício de louvor, de acordo com a própria Bíblia, é o fruto dos lábios que confessam o nome de Jesus (Heb.13:15).
       A música sempre teve um papel importantíssimo na cultura humana. E, reconheça-se, ela tem o poder de mudar o estado de espírito de uma pessoa. Isto é, uma pessoa triste pode ficar alegre cantando. E esta tem sido, infelizmente, a forma como o louvor tem sido encarado e praticado em nossas igrejas. Não que isso seja uma coisa ruim. Em absoluto. Mas esta não é a finalidade bíblica e espiritual do louvor, enquanto música e canto.
       Em Tiago 5:13 lemos: 
 
"está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores".  Tiago 5.13
 
       Isto é, o louvor é produto, é resultado, é conseqüência. E não fundamento, origem, pilar, base, esteio.
       Lendo-se o livro de Salmos, vemos que os louvores têm sempre um FUNDAMENTO, uma CAUSA. Tipo:
 
"Rendei graças ao Senhor PORQUE Ele é bom"  (Sl.136:1)
ou o cântico de Moisés e o povo em Êxodo 15 (recomendaria que lesse).

         Não sei, como sempre, se estou conseguindo ser claro o suficiente....
       O louvor precisa vir do interior, da alma do cristão. Quando as pessoas começam a cantar hinos e cânticos de louvor que foram gravados por outrem, que viveu experiências fortes e marcantes com o Senhor, mas sem que isso venha do interior, da alma, está se utilizando da música, da melodia, da expressão cantada da mesma forma como os ímpios se utilizam da música nos bares, nas boates, nas festas e nas casas de dança. Em outras palavras: quando as pessoas tristes, magoadas, angustiadas vão às igrejas, e se alegram com os cânticos, e se deixam conduzir pelas emoções produzidas pelos louvores, SEM antes consertar o altar (I Reis 18:30), o louvor cantado estará tendo a mesma serventia da música nos bares para quem estava triste. Seu efeito é passageiro, transitório. O louvor tem que fluir de dentro para fora, e não o contrário.
       Repita-se: o louvor é fruto, é produto, é conseqüência do que o Senhor Deus fez (e faz) por nós. E não o fundamento de uma vida cristã.
       O Senhor tem feito maravilhas na vida do(a) amado(a) leitor(a)? Então cante louvores. Se não tem, então, primeiro, conserte o altar (Atos 15:16). E então o seu louvor será puro e verdadeiro (Isaías 30).

Parte 2

       Estamos falando (escrevendo) sobre louvor e adoração. Na primeira parte, lamentavelmente, fizemos apenas algumas pequenas considerações sobre o louvor. Na presente, lamentavelmente, pretendemos fazer apenas mais algumas pequenas considerações sobre a adoração. Não posso falar (escrever) muito, sob pena de não ter leitores.
       Dito isto, podemos prosseguir.
       A palavra "adorar" tem diferentes significados e sentidos, de acordo com o contexto em que são colocadas. Tipo: "adoro peixe defumado""Rodolfo Valentino foi um ídolo adorado"; ou
 
"Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal; sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Apo.19:10).

       Vamos tentar falar sobre adoração, no sentido bíblico, e não no sentido coloquial ou gramatical da palavra.
       Adoração, conforme já colocado, não se confunde com louvor. São duas coisas distintas, muito embora essa distinção não seja do conhecimento da maioria dos participantes da igreja. Enquanto que o louvor é
 
"fruto de lábios que confessam o nome de Jesus" (Heb.13:15)
a adoração não precisa de motivos.

       Vou ver se consigo ser mais compreensível. Não existe amor à primeira vista. Existe paixão à primeira vista. Precisamos aprender a amar as pessoas. Elas precisam cativar nosso amor. Nós precisamos cativar seu amor. Mas há certas pessoas que não precisam fazer nada para que as amemos. Nós as amamos simplesmente pelo que elas são: nossos filhos. Nossos filhos não fizeram nada para que os amássemos. E nós os amamos pelo simples fato de serem nossos filhos. Quem tem filhos e os ama entende o que quero dizer.
       Por que amamos nossos filhos desde antes de nascerem? Não sei. Não há explicação. Ao contrario das demais pessoas que precisam cativar nosso amor, o amor pelos filhos nasce com eles. Aliás, já existe antes mesmo que nasçam (mas nós temos que cativar o amor de nossos filhos).
       Assim também deve ser a adoração. Não precisa de motivos, de fundamentos. Deus não precisa fazer nada para que O adoremos. Senão não é adoração. É louvor.
       Para que um cristão comece a ADORAR a Deus, precisa ter comunhão, conhecimento, contato, ligação com Deus. Se assim não for, estaremos na mesma adoração dos habitantes de Atenas (Atos 17).
       Adorar a Deus é reconhecer e confessar a sua glória, o seu poder, a sua majestade, a sua magnifência, não importando o que Ele faça ou deixe de fazer. A adoração é pelo que Deus é.
       Na adoração, nos humilhamos diante de Deus, reconhecemos e exaltamos a glória, majestade e poder. Às vezes mesmo sem palavras.
       Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta, se glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas... se adora, e se alegra pela simples presença de Deus.
 
"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos." (Hab.3:17-19)
 
Autor:  Takayoshi Katagiri

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Atitudes Diante das Perseguições



Inúmeras mensagens, estudos e livros têm abordado a vida do patriarca Jó, e de todos eles são tirados ensinamentos preciosos para a vida do cristão.

Sua firmeza, integridade e retidão diante de Deus dão-nos a certeza de que mesmo diante de adversidades profundas, jamais o Senhor nos abandona.

“Os olhos do Senhor passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”. (IICr 16.9)

Percorremos os mais diversos caminhos, ao longo da vida cometemos erros, comemoramos conquistas, e Deus vê tudo isso.

Na verdade estamos, a todo instante sob o olhar de Deus. Mesmo diante de atos que desagradem o coração do Senhor, estamos sob o olhar dEle. È preciso lembrar que o olhar de Deus não é como a idéia pregada durante o período da Idade Média, ou seja, um olhar ditador, um olhar que soma erros para nos “castigar” depois. O olhar de Deus é amável, mas, sobretudo justo.

Porém nos deparamos com algumas situações tão desgastantes a ponto de duvidar desse olhar atento do Senhor sobre a nossa vida.

O sentimento da dúvida é pior do que o conhecimento da verdade. Muitas vezes a verdade abala, surpreende, mas a dúvida corrói, ela mantém a chama da esperança latente, a dúvida não deixa as feridas cicatrizarem.

O mal entra nesse ponto, o diabo tenta, a todo instante, colocar em dúvida a integridade, a sinceridade, o temor, o amor de Deus por nós e o nosso relacionamento mútuo.

É por isso que seguidas vezes o pneu do seu carro fura sem nenhum motivo aparente, ou o carro é roubado, embora estivesse seguro no estacionamento, você sofre afrontas, é humilhado, enfim sofre o pior da maneira mais infeliz. Muitos se dizem acometidos pela famosa Lei de Murphy, que diz o seguinte: “Se alguma coisa pode dar errado, dará.

E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.” Estamos todos sujeitos a essa lei, porém a grande diferença está na maneira como reagimos. Sua reação determinará o ponto máximo de sua integridade à Deus.

“Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef.6.16)

Nesse ponto temos a história de Jó como referencial para proceder frente a essas difíceis situações. Ele foi provado por cerca de 7 anos e não levantou uma palavra sequer de acusação contra Deus. Sua integridade e seu temor a Deus permaneceram intactos. Mesmo sendo instigado, Jó manteve-se íntegro e reto diante do Senhor.

Mantenha-se firme diante de Deus. A situação pode ser como um deserto com sol escaldante durante o dia e um frio insuportável ao cair da noite, mas não desista! Persevere!

“Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram conta nós, e nos teriam engolidos vivos, quando a sua ira se ascendeu contra nós...” (Sl 124.2-3)

Que Deus nos abençoe
Autor: Jorge Linhares 

Conhecendo os Atributos de Deus



Salmos 139


INTRODUÇÃO
Desde que o tempo teve inicio, o homem tem procurado descrever ou retratar Deus por meio de figuras de pinturas, levando criar ídolos, e com isto surgiu à idolatria. Mas Deus se revelou aos homens através das sagradas Escrituras. È nas páginas da Bíblia que conhecemos como é Deus através dos seus atributos. Ao estudarmos os atributos de Deus veremos como é que Deus age em relação a sua criatura, pois Deus é uma pessoa e ele tem o interesse de se relacionar com o homem que Ele criou. A natureza de Deus se revela pelos seus atributos. Precisamos ter o cuidado de não imagina-los como sendo abstratos, mas como meios vitais que revelam a natureza de Deus. 

1. O que são Atributos de Deus. O dicionário de português define a palavra atributos como: 1. característica, propriedade, qualidade. 2. símbolo, emblema, insígnia. “O termo atributo, em sua aplicação ás pessoas e ás coisas, significa algo pertencente ás pessoas ou coisas”. Pode ser definido como qualidades ou características essencial, permanente, distintiva e que pode ser afirmada, como por exemplo, a cor ou o perfume. Os atributos de uma coisa lhe são tão essências que, sem eles, ela não poderia ser o que é; e isso é igualmente verdade dos atributos de uma pessoa. Se um homem se visse privado dos atributos que lhe pertencem, deixaria de ser homem (Se o homem não pensar ele deixaria de ser homem), pois tais atributos lhe são inerentes, na sua qualidade de ser humano. Se transferirmos essas idéias a Deus, descobriremos que Seus atributos lhe pertencem são inalteravelmente, e, portanto, o que Ele é agora, há de ser sempre.

“Os atributos de Deus, portanto são aquelas características essenciais, permanentes e distintivas, inseparáveis de sua natureza e que condicionam Seu caráter.” A palavra atributo vem do latim atributum, que significa o que é próprio a uma pessoa.

2. Como que são Classificados os Atributos de Deus. - Os teólogos têm classificados os atributos de Deus para melhor estudarmos. As divisões são o seguinte.

• Atributos naturais ou incomunicáveis - Os atributos naturais de Deus são todos aqueles que pertencem á sua existência, eles são incomunicáveis, pois não transferem esses atributos a ninguém, esses atributos pertencem somente a Deus. Ex. Eternidade, Auto-existência, Imutabilidade, Onipotência, Onisciência, Onipresença e etc.
• Atributos morais ou comunicáveis - {do latim atributum, o que é próprio a uma pessoa ou coisa + mores, costumes } Qualidades do caráter de Deus que o tornam o conhecidos como um Ser Justo, Santo, bom, benigno, reto, verdadeiro e etc. Esses atributos são comunicáveis pois ele transmite aos seus filhos essas qualidades.

I. Deus é Onisciente - A palavra onisciência se deriva de duas palavras latinas, Omnes, que significa tudo, e scientia, que significa conhecimento. Deus é Espírito e, como tal, tem todo conhecimento. Ele é Espírito perfeito e, como tal, possui perfeito conhecimento. O termo denota a infinita inteligência de Deus. Seu conhecimento de todas as coisas. Calvino definiu a Onisciência como aquele atributo mediante o qual Deus conhece a si mesmo e as todas as outras cosias em um só simplicíssimo ato eterno.

• O conhecimento de Deus não pode ser medido ( Is 40.28 )
• Deus conhece todos os nossos pensamentos e intenções (Sl 139.1-4)
• Deus sabe tudo quanto ocorre em todos os lugares, tanto o bem como o mal (Pv 15.3)
• A onisciência de Deus inclui tudo; Seu conhecimento é universal, inclui tudo o que se pode ser conhecido (I Jo 3.20). A onisciência de Deus, realmente deve fazer-nos ficar envergonhados ao cometer pecados; mas também deve encorajá-los a confessar. Podemos contar os nossos segredos a um amigo que não os conhece; muito mais devemos fazê-lo Aquele que já os conhece. O conhecimento de Deus em muito ultrapassa nossas confissões, e antecipa o que temos a dizer-lhe.
• Deus conhece desde toda a eternidade aquilo que será durante toda a eternidade. (Is 46.9-10) O conhecimento de Deus das coisas que ainda não ocorreram chamamos de Presciência (Ver antes ou conhecer antes) I Pe 1.2. Quando Deus conhece o que vai acontecer e prepara um plano, chamamos isto de providência. Ex. O cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo (Ap 13.8)

”Deus nada faz nem permite fazer. Senão o que tu mesmo farias se pudesse ver. O fim de todas as coisas aqui como Ele o pode ver.”

II. Deus é Onipresente - A palavra onipresença deriva de dois vocábulos latinos, omnis, que significa tudo”, e praesum” , estar próximo ou presente. As escrituras representam Deus a preencher a imensidade; Ele está presente em todos os lugares, e não existe ponto do universo onde Ele não se encontre. (Dt 4.39; Sl 139.7-10; Jr 23.23-24 ). Deus é o nosso ambiente mais próximo.

III. Deus é Onipotente - O poder de Deus não é condicionado nem limitado por qualquer pessoa fora dele mesmo. O poder, ou seja , a eficiência de fazer acontecer as coisas, é um atributo de Deus. Deus é a causa originadora do universo, e nele o seu Poder opera sempre. A palavra onipotência deriva de dois termos latinos, omnis e potentia que juntas significam “todo poder”. Esse atributo significa que seu poder é ilimitado, que ele tem poder de fazer qualquer coisa que queira fazer. A onipotência de Deus é aquele atributo pelo qual Ele pode fazer suceder qualquer coisa que deseje. A declaração de Deus da sua intenção é a garantia de que ela se realizará. Deus pode fazer todas as coisas nada é por demais difícil para Ele, Tudo é possível (Gn 18.14; Mt 19.26 )

1. Sua expressão.

Pela voz de Deus Sl 68.33
Pelo de Deus Ex 8.19; Sl 8.3
Pela mão de Deus Ex 9.3,15; Is 48.13

2. Sua descrição

Grande Sl 79.11
Forte Sl 89.13
Incomparável Ex 15.11.12, Dt 3.24; Sl 89.8.

3. Sua demonstração

Na criação Sl 102.25
No governar tudo Sl 66.7
No livrar o seu povo Sl 106.8

Conclusão

1. Quando conhecemos os atributos de Deus os problemas que nos assolam ficam cada vez menores.
2. Quando estudamos os atributos a fé em Deus é aumentada

Autor: Mario Eduardo Vigilato